Sexo Virtual: solução ou problema?

06/10/2010 22:02

 falando das pessoas que buscam especificamente por sexo em sites de busca ou qualquer coisa parecida. Mas a internet é cheia de páginas com conteúdos eróticos e isso trás à tona uma modalidade no ramo da sexualidade: o sexo virtual.


 

 

Quando eu digo virtual, não entenda apenas como sexo pelo computador. Alguns especialistas acreditam que o sexo (ou relacionamento) por cartas também pode ser considerado virtual, isso porque é levada em consideração a falta do contato presencial. O filme “A casa do lago”, por exemplo, explora essa virtualidade. Os protagonistas se relacionam apenas por carta, embora o tempo em que eles vivam seja diferente.

Quem nunca viu uma imagem de sexo na internet que atire a primeira pedra. Não estou


 

Porém o que mais nos interessa nesse post é o sexo feito pela internet. Muitas pessoas passam horas e horas em frente a um computador, envolvendo-se com pessoas que não conhecem, liberando suas fantasias de uma forma incontida. Pesquisas apontam que compulsivos por sexo virtual passem mais de 20 horas semanais procurando por imagens e vídeos eróticos e contato com outras pessoas pela internet.


 

 

É claro, é muito mais fácil um menino dizer que gosta de meninos sem a necessidade de mostra-se tão rapidamente, ou de uma menina afirmar que gosta de sexo anal sem que ela seja considerada de má índole. Essa facilidade que as pessoas têm de se esconder atrás da tela do computador facilita a auto-descoberta e, ao mesmo tempo, pode inibir o contato físico.


 

 

Por outro lado há exclusivamente a curiosidade. Recentemente uma blogueira, de codinome Felina (confira uma entrevista feita pelo site Kibe Loco com a blogueira), ficou famosa por expor em seu blog vídeos de famosos que se exibiam na webcam para ela, assim como também tantos outros sites e blogs que se dedicam apenas à postagem de imagens de famosos(as) nus.


 

 

Uma pesquisa feita pela revista Men’s Health aponta que 1 em cada 100 pessoas que praticam o sexo virtual perde o desejo de fazer o sexo considerado normal, o do contato físico. Isso se explica pela facilidade de se encontrar parceiras virtualmente (quem nunca entrou em um bate papo aí?) ou pela própria timidez que alguém pode ter para “chegar” em outra pessoa.


 

 

Considere também que esse “sexo” pode não passar de onanismo (mais conhecido como masturbação), já que essa prática pode cair no conceito freudiano de auto-erotização, em que não há um objeto externo, usa-se apenas o próprio corpo. Aí entra o conceito de traição, que pode ser diferente para um casal ou para outro.


 

 

Afinal, isso é certo ou errado? Não se sabe ao certo. Muito se fala sobre o assunto, porém não existem pesquisas científicas específicas sobre a existência da patologia em si. Psicólogos e psicanalistas apenas dizem que pessoas que mudam sua rotina, deixam de viver a “vida real” pela vida virtual, devem, ao seu modo, tentar mudar. Seja por uma ajuda especializada, seja por um autocontrole maior, vigiando-se mesmo. O mais prudente é usar o sexo virtual como complemento à sua vida sexual, não deixando que ele seja exclusivo.


 


 

Atualização 19/09: Vocês podem conferir um trecho da reportagem da revista Época sobre relacionamentos on-line. Um repórter utilizou durante 15 meses um site de relacionamentos e contou sua experiência. Você também pode fazer um teste para descobrir se você se daria bem ou não com um namoro virtual.