Swinger ou Liberal? Eis a questão!

18/08/2010 12:16

 

Sol é uma mulher, casada, bissexual, swinger, bem vivida e feliz com tudo isso, segundo se auto-denomina em seu blog, Conversa com a Sol. Uma verdadeira enciclopédia para os swingers ou curiosos sobre o assunto. Tive contato com o blog dela à partir do Minhas Lindas e acabei virando leitora fiel.

O texto abaixo é uma opinião pessoal da autora, texto recente do seu blog, que indico a leitura integral, e é de uma clareza quase didática. Resolvi postar o texto da Sol por aqui, pois percebo a carência de discussão do assunto, afinal, é uma das poucas experiências sexuais que não vivi, o Swing.

Já fiz parte de tantos menages que nem sei quantos, mas swing, só estive algumas poucas vezes e não ousei a troca. Nunca em uma casa de Swing, aliás. Portanto, não sou uma swinger, acho que poderia me considerar uma liberal (se bem que, por opção, estou vivendo o momento mais caretinha da minha vida) e o texto explica com muita lucidez as duas definições, swinger e liberal. Espero que gostem.

 

Muitas pessoas que pertencem ao mundo liberal têm se baseado na definição americana, de que swing e liberal são a mesma coisa. Não posso concordar com isso.

Ser liberal engloba um leque grande demais de comportamentos para se dizer que é a tudo a mesma coisa. Ser um casal liberal pode ir de exibicionismo e voyeurismo até ménage ou mesmo liberar o parceiro para sexo com outras pessoas. Existem várias pessoas no mundo liberal que não têm parceiros fixos, ou seja, solteiros para ménage e até mesmo garotas que gostam de outras garotas.

A maioria das casas do Brasil se dizem casas de swing e, no fundo, elas são casas liberais, pois em todos os dias entram pessoas desacompanhadas. Não dá para fazer swing com solteiros ou com pessoas descomprometidas. Swing é troca de parceiros, minha mulher pela sua mulher e meu homem pelo seu homem. Balada liberal é uma coisa, Casa de Swing é outra, os públicos são diferentes, pelo menos aqui em Sampa, onde muitos casais fazem questão de estar entre casais reais.

Casais e solteiros que desejam apenas ménage, bi-feminino, exibicionismo, sexo no mesmo ambiente, voyeurismo, etc., e não fazem troca ou mesmo não têm parceiros fixos pra trocar, não podem se dizer swingers. Estas pessoas são liberais. Elas podem e devem freqüentar ou meio swing, afinal, dentro do swing existem vários casais que curtem outras fantasias que não somente o swing. Essas pessoas são bem vindas, sim. Mas não dá para dizer que são swingers.

 

Parece preconceituoso dizer isso, mas é inclusive para o bem de alguns casais reais liberais, afinal eles têm o mesmo direito de estarem em uma festa swing, sem que sejam cobrados o tempo todo. Você pode achar que a Sol é meio xiita, mas Sol & Cacá freqüentam os dois tipos de casas sem nenhum problema, já escrevi na postagem “Swing, Liberal ou as duas coisas“.

Esse texto é apenas para deixar claro o seguinte:

Swing é troca de parceiros, e para que isso aconteça é necessário que sejam casais com parceiros fixos, que haja cumplicidade de ambos casais, senão perde-se o sentido do swing. Pois ser swing não é só ter vontade de fazer sexo com outra pessoa, é, sim, também gostar de ver o parceiro ter prazer com outra pessoa. Sem essa filosofia, é melhor partir para o ménage ou sexo grupal.

Ser Liberal pode ser solteiro ou casal, tanto faz. Muitos casais liberais apenas freqüentam as casas porque curtem o ambiente e fizeram amizades, muitos desses não querem absolutamente nada, apenas gostam do ambiente e se divertem com tudo. Outros vão atrás de uma aventura que podem ser pessoas sozinhas, casal real, casal arranjado, se exibir ou voyeurismo.

O que não podemos dizer é que ménage e solteiros são swing, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa