Condições sexuais incomuns!!!

21/11/2010 09:37

Quando se trata de algo “sexual”, normal pode ser uma série de coisas. Além disso, muitos de nós gastamos um tempo desnecessário nos preocupando se somos normais ou não e na aparência de nosso corpo. E para piorar um pouco mais, há um grande estigma associado quando o assunto é sexo – então, não adianta se comparar aos outros.

Condições sexuais incomuns, no entanto, colocam as pessoas para longe da normalidade. A maioria dessas condições é rara, mas isso não importa para se você é portador de uma delas. Em alguns casos,  é tão difícil de lidar que toda a vida da pessoa gira em torno da condição em questão. E geralmente também não há uma cura fácil.

Algumas condições sexuais incomuns aparecem já no nascimento enquanto outras levam tempo para surgir. Neste artigo listamos 10 condições nada comuns – e começaremos com uma que no início pode parecer divertida: Transtorno da Excitação Genital Persistente (PGAD).

 

10 condicoes sexuais incomuns

 

Pessoas com Transtorno da Excitação Genital Persistente, ou PGAD, estão constantemente em um estado de excitação sexual. Os sintomas podem variar. As mulheres geralmente experimentam os sinais físicos da excitação, incluindo o ingurgitamento dos genitais, sem nem mesmo estar pensando em sexo. Elas podem ter tamanha sensibilidade nas áreas genitais que até mesmo o uso de certos tipos de roupas pode causar excitação.

Essas pessoas também podem ter orgasmos espontâneos – que podem chegar a dezenas por dia, ou elas podem ter que se auto-estimular para encontrar algum alívio. Mas esse alívio não dura muito tempo. A excitação pode voltar a aparecer em poucas horas, minutos ou até mesmo segundos, e pode durar por dias, semanas ou até meses.

Em um primeiro momento, ter (ou precisar ter) orgasmos tão freqüentes pode não parecer algo ruim. Mas para mulheres com PGAD, não é nada agradável – é debilitante, não as deixa dormir, trabalhar ou até mesmo fazer uma refeição com a família. Algumas mulheres alegam ter PGAD desde a infância, enquanto em outras a condição apareceu durante a gravidez ou menopausa. Pessoas com essa condição normalmente se sentem envergonhadas e demoram muito para buscar ajuda médica.

A literatura médica somente reconheceu esse transtorno na última década e os médicos ainda não conhecem ao certo a sua causa. Pode ser devido ao mau funcionamento ou dano em nervos sensoriais. Alguns pacientes foram tratados com sucesso com medicamentos como antidepressivos ou Chantix (medicamento usado inicialmente para reduzir a dependência à nicotina). Outros tentam simplesmente conviver com a condição, agradecidos por pelo menos ter um nome para a sua misteriosa doença.
 

O priapismo envolve um sintoma básico: doloroso inchaço nos tecidos eréteis e que dura por mais de quatro horas. Ele ocorre quando o sangue fica preso na área genital e não circula de volta para o resto do corpo. Apesar das mulheres poderem ter priapismo, esta é uma condição muito mais comum nos homens – e o tratamento para homens e mulheres também é diferente.

O priapismo pode aparecer espontaneamente, mas também pode ser causado pelo uso de alguns medicamentos ou ainda por outras doenças. É um potencial efeito colateral de medicamentos usados para tratar a disfunção erétil, assim como de alguns antidepressivos ou drogas como cocaína. Homens com anemia falciforme têm tendência a desenvolver o priapismo – isso ocorre em cerca de 40% dos homens que sofrem dessa doença [fonte: Cleveland Clinic]. E por fim, alguns cânceres e outras lesões no escroto ou pênis também podem causar o priapismo.

Dada a grande quantidade de sangue presa nos genitais, o priapismo em homens é considerado uma emergência médica. Se não for tratado pode causar danos nos vasos, cicatrizes, perda de função e até mesmo gangrena. Quanto mais cedo a pessoa procurar ajuda, maiores serão a chance de se recuperar. Normalmente, uma injeção de medicamentos descongestionantes em um consultório médico ou hospital pode fazer o sangue voltar a circular. Se o paciente tiver tido uma ereção por mais de quatro horas, ele pode precisar de uma pequena cirurgia para redirecionar o fluxo sanguíneo ou ainda ter o sangue retirado do pênis com uma agulha.

Embora o priapismo não seja uma emergência para as mulheres, é algo bem doloroso. Os tratamentos incluem o uso de medicamentos anti-inflamatórios e gelo no local para aliviar o inchaço e a dor.

Agora vamos dar uma olhada na condição na qual a pessoa quer sexo... o tempo todo.

 

Hipersexualidade, ou ter um impulso sexual exagerado, é uma doença classificada como um transtorno mental pelo Manual de Estatísticas e Diagnósticos de Desordens Mentais (DSM). Pessoas com esse diagnóstico também costumam ser desinibidas quando o assunto é sexo e são tão obcecadas pelo tema a ponto de que suas vidas passam a ser profundamente afetadas.

Pessoas com hipersexualidade costumam se envolver em comportamentos sexuais de risco como fazer sexo desprotegido com prostitutas e com muitos desconhecidos, o que acaba as deixando vulneráveis para doenças sexualmente transmissíveis. Aqueles que estão em um relacionamento monogâmico acabam não conseguindo ser fiéis aos parceiros. Em casos extremos, pessoas com hipersexualidade podem até abusar sexualmente de outros. Assim como acontece em muitas outras doenças sexuais, pessoas com hipersexualidade costumam não buscar ajuda. Elas não vêem seus impulsos ou comportamento como algo problemático – e muitas ainda se orgulham de ser assim.

A hipersexualidade também pode ocorrer em pessoas que já sofram de outras desordens. Pessoas com transtorno bipolar ou esquizofrenia podem sofrer também de hipersexualidade como parte de suas manias. Pacientes com desordens neurológicas como a doença de Alzheimer ou lesões cerebrais traumáticas também podem ter hipersexualidade. E alguns medicamentos também podem causar essa condição, como alguns dos remédios usados para tratar o Mal de Parkinson.

O tratamento para a hipersexualidade varia dependendo se a condição está associada ou não a outra desordem.  Estabilizadores de humor como o lítio podem reduzir os desejos sexuais como um todo e drogas que reduzem os níveis de testosterona também podem ajudar. A psicoterapia também pode ajudar a pessoa a reconhecer seu comportamento para que possa conter seus impulsos.

E que tal as pessoas que querem muito sexo... mas só quando estão dormindo? Vamos dar uma olhada na sexsomnia, ou, sonambulismo sexual.

 

Pessoas com sexsomnia fazem sexo quando estão dormindo. Geralmente, elas não têm ideia do que fizeram até serem confrontadas por evidências ou outra pessoa. Os comportamentos vão da masturbação até o ato sexual em si enquanto dormem. Pessoas com “sonambulismo sexual” chegam a sair de suas casas enquanto dormem para fazer sexo com estranhos.  Há até mesmo casos de pessoas que sofrem de sexomnia que chegaram a cometer abuso sexual ou estupro enquanto dormiam [fonte: Cline].

A sexsomnia é uma desordem do sono que ocorre nos períodos entre o sono profundo e a vigília. Outras desordens dessa categoria incluem o sonambulismo, pesadelos noturnos e ranger dos dentes. Pessoas com sexsomnia costumam ter uma ou outras dessas doenças também.

Enquanto algumas pessoas podem simplesmente desenvolver a doença sem um motivo aparente, fatores que perturbam o sono como o stress, privação do sono, apneia, uso de medicamentos ou álcool, também podem provocá-la. Quem sofre com esta condição normalmente se sente envergonhado e embaraçado com seus comportamentos e isso pode acabar com relações.

Mas as conseqüências podem ser ainda piores. Vários homens praticaram estupros durante episódios de sexsomnia – em muitas ocasiões acabaram sendo absolvidos após um diagnóstico. Um caso que ocorreu em Toronto, em 2005, marcou a primeira vez que as pessoas ouviram falar de sexsomnia [fonte: BBC].

Tratar o sonambulismo sexual pode não ser tão complicado quanto parece. O uso de máquinas para tratar a apneia do sono tem reduzido significativamente os comportamentos sexomníacos de pacientes que apresentam as duas condições. Outros pacientes têm sido tratados com Klonopin, medicamento que diminui a ansiedade e que também é utilizado em outros anormalidades do sono.